«Randstad Employer Brand Award 2019» Notícia

Na passada semana, a multinacional de recursos humanos Randstad destacou as empresas mais atractivas para trabalhar em Portugal, numa cerimónia que teve lugar na Cidade do Futebol, próximo de Lisboa. Em 2019, o ‘ranking’ inclui as seguintes empresas:
1. Microsoft
2. TAP – Transportes Aéreos Portugueses
3. Hovione
4. ANA – Aeroportos de Portugal
5. Siemens
6. Delta Cafés
7. Nestlé
8. Farfetch
9. Banco de Portugal
10. RTP – Rádio e Televisão de Portugal
11. Fujitsu Technology Solutions
12. OGMA - indústria aeronáutica de Portugal
13. Ikea Portugal
14. Lusíadas Saúde
15. Hospital da Luz
16. Nokia
17. Bosch Termotecnologia
18. Volkswagen Autoeuropa
19. Pestana Hotel Group
20. Hotéis Real

«Randstad Employer Brand Research 2019»
Na ocasião foi apresentado o último estudo «Randstad Employer Brand Research», que avaliou as respostas de várias gerações em 32 países. Uma das conclusões é que o equilíbrio entre a vida profissional e a vida pessoal é o que mais interessa aos ‘millennials’ (55%) na sua decisão de trabalho.
A geração dos ‘millennials’ está mais interessada no balanço entre o trabalho e vida pessoal do que as duas gerações antecessoras, a geração X (35-54) e os ‘baby boomers’. (55-64). Para estes últimos, é mesmo o ambiente de trabalho que aparece como o critério mais importante na decisão de emprego (49%).
Já a geração Z, composta por jovens entre os 18 e os 24 anos, destaca a possibilidade de progressão de carreira como o critério mais importante (51%), o que traz desafios para as organizações que muitas vezes fazem a integração destes jovens através de estágios profissionais e nem sempre apresentam de forma transparente o que pode ser o futuro dentro da empresa.
É curioso verificar que apesar de as empresas comunicarem cada vez mais os seus processos de transformação e a forma como utilizam cada vez mais tecnologia, este não é um critério para nenhuma geração, sendo mesmo o menos valorizado. «A tecnologia é uma ferramenta e não um factor de atractividade», afirmou José Miguel Leonardo, ‘chief executive officer’ (CEO) da Randstad Portugal, acrescentando: «Existe para ajudar as pessoas a serem melhores e não terem de fazer tarefas repetitivas, mas não é o factor de motivação na escolha de um empregador. Acreditamos até que será cada vez mais uma ‘commoditie’.»
Se a estratégia das organizações é ser cada vez mais digital, o estudo também revela que os canais mais utilizados pelos portugueses para saber mais sobre as empresas que estão a recrutar são os portais de emprego (77%), as referências vindas de grupos pessoais (51%) e, em terceiro lugar, o «LinkedIn» (47%). Já o ‘site’ da empresa aparece em sexto lugar na lista, o «Facebook» em oitavo, sendo que em último lugar fica o «Twitter», com apenas 2%.
No último ano, em Portugal, foram mais os que mudaram de empresa do que no ano anterior. Um aumento da confiança no mercado e a redução da taxa de desemprego terão ajudado a este crescimento (15% em 2017 ‘versus’ 20% em 2018). E também cresceu a vontade de mudança, que passa de 27% para 31%, intenções que são para concretizar em 2019.
A principal razão para os ‘millennials’ portugueses se manterem fiéis à sua empresa está relacionada com a existência de um bom ambiente no local de trabalho, que lhes seja capaz de proporcionar bem-estar no dia-a-dia. Enquanto 43% dos mesmos valoriza este factor, 35% da geração Z está mais preocupada em ganhar experiência e exige às empresas que criem as condições necessárias para um bom programa de treino.
Por outro lado, o que faz com que nasça uma vontade nos ‘millennials’ em procurar novos desafios é o facto de o salário oferecido pela empresa ser muito baixo (52%). Para a geração mais nova, são os problemas resultantes da falta de equilíbrio entre a vida pessoal e a vida profissional que mais pesam (27%), e é por isso que muitas vezes partem em busca de novas oportunidades.
Com o evoluir das gerações, os motivos para esta mobilidade deixam cada vez mais de estar centrados nas limitações em construir uma carreira ou na falta de capacidade de liderança das empresas, algo que está mais alinhado com as preocupações das gerações mais antigas.


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