Portugueses mudam menos de emprego Notícia

Portugal é um dos países onde menos trabalhadores mudaram de emprego nos últimos seis meses, de acordo com os dados apresentados no «Randstad Workmonitor», da multinacional de recursos humanos Randstad. Referente ao último trimestre de 2016, o estudo fornece uma compreensão real das tendências do mercado de trabalho em mais de três dezenas de países.
Pela primeira vez em um ano a percentagem de trabalhadores que mudaram de emprego nos últimos seis meses desceu para 22%, o mesmo valor que no último trimestre de 2015. Portugal segue a tendência, e o número de portugueses a mudar de emprego diminuiu relativamente ao trimestre passado. No entanto, é no Luxemburgo onde (e pelo quinto trimestre consecutivo) o nível de mudança é o mais baixo. Em sentido inverso, a mudança aumentou em alguns países (por exemplo, Austrália, Bélgica, China, França, Alemanha, Hungria, Espanha e Holanda).
O estudo da Randstad demonstra outras tendências de mercado, como a satisfação com o emprego actual, e aborda ainda a importância de desenvolver uma estratégia digital nas empresas.

Opinião dos portugueses divide-se em relação à situação económica do país
A maioria dos portugueses (52%) têm a expectativa de que a situação económica de Portugal melhore em 2017. Em relação ao mundo empresarial, 71% dos trabalhadores portugueses consideram que a sua empresa terá uma melhor performance financeira em 2017 do que em 2016.

48% dos portugueses esperam receber um aumento
Em relação a receber um bónus no final do ano, o valor desce para 44%.

Confiança dos trabalhadores em mudar de emprego é a mais baixa dos últimos dois anos e meio
O «Mobility Index», indicador que traça a confiança dos trabalhadores em mudar de emprego nos próximos seis meses, desceu para 108, o número mais baixo dos últimos dois anos e meio. Comparativamente com o trimestre passado, este indicador diminuiu na Índia (-9), na Alemanha (-8), na Argentina, na Austrália e na República Checa (-7). Por sua vez, subiu em Portugal (+2), na Dinamarca (+5), na Malásia e no Reino Unido (+4).

Desejo de mudar de emprego aumenta em Portugal
Embora a vontade de mudar de emprego tenha subido em Portugal em relação ao trimestre passado, 46% dos inquiridos referem que não estão activamente à procura de outro trabalho. Comparativamente com o trimestre passado, o desejo de mudar de emprego aumentou na China, na Dinamarca, na Grécia, em Hong Kong e na Itália, enquanto a Índia mostrou as taxas mais altas. Países como Austrália, Bélgica, República Checa, Alemanha, Hungria, Malásia, Polónia e Suíça demonstraram uma diminuição na vontade de mudar de emprego comparativamente com o último trimestre.

Portugueses mais insatisfeitos com o emprego
A percentagem de trabalhadores que se sentem satisfeitos com o seu emprego atual aumentou, comparativamente com o último trimestre, na República Checa e na Nova Zelândia. Em sentido inverso, a satisfação diminuiu em Portugal, na Austrália, no Brasil, no Canadá, na Polónia, em Singapura e no Reino Unido.

Importância da estratégia digital no trabalho
O «Randstad Workmonitor» abordou também a relevância de uma estratégia digital para o mundo empresarial. Embora 84% dos inquiridos reconheçam a importância de uma estratégia ‘on-line’, apenas 59% revelam que as suas empresas têm uma. Portugal está inserido no leque de países onde se acredita que qualquer organização deve ter uma estratégia digital implementada.
Globalmente, 68% dos inquiridos admitem que não possuem as habilidades necessárias para acompanhar a evolução digital, sendo que 62% sentem que precisam de mais formação para garantir a sua futura empregabilidade.

O «Randstad Workmonitor»
Este estudo foi lançado na Holanda em 2003. Depois foi implementado na Alemanha e agora cobre 33 países em todo o mundo. O último país a entrar foi Portugal, em 2014. Engloba a Europa, a zona Ásia-Pacífico e as Américas. É publicado quatro vezes por ano, fazendo com que as tendências de mobilidade sejam visíveis a nível local e global.
O índice de mobilidade «Randstad Workmonitor», que traça a confiança dos colaboradores e captura a sua probabilidade de mudar de emprego nos próximos seis meses, fornece uma compreensão real dos sentimentos e das tendências no mercado de trabalho. Para além da mobilidade, o estudo compreende a satisfação e a motivação pessoal, assim como um conjunto de perguntas temáticas.
O estudo é realizado ‘on-line’ entre funcionários com idades compreendidas entre os 18 e os 65 anos, que trabalham o mínimo de 24 horas por semana num emprego pago (não trabalhadores por conta própria). O mínimo é de 400 entrevistas por país. O «Survey Sampling International – SSI» é utilizado para fins de amostragem. A quarta fase de 2016 foi realizada entre os dias 26 de Outubro e nove de Novembro.
Os dados sobre os países estão disponíveis no «Global Graphs & Slides», aqui.
23.01.17



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