Brasileiros querem mais flexibilidade laboral Notícia

Liberdade de escolher o horário de trabalho e flexibilidade para trabalhar a partir de casa são desejadas por mais de 70% dos brasileiros, segundo um estudo realizado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) em parceria com o Instituto Brasileiro de Opinião Pública e Estatística (IBOPE) que implicou entrevistas a 2.002 pessoas, em 140 municípios.
Quando o assunto é o horário de trabalho, sete em cada dez pessoas (71%) gostariam de poder adequar a rotina às próprias necessidades. Como seria de se esperar, são os trabalhadores do mercado formal, isto é, que têm carteira de trabalho assinada, os que menos conseguem exercer essa vontade: dos entrevistados, apenas 38% dizem ter flexibilidade, contra 76% dos empregados em actividades informais.
Sobre a escolha do local de trabalho, 73% afirmam desejar trabalhar a partir de casa ou num ambiente alternativo à sede da empresa, mas apenas 42% dos trabalhadores com carteira assinada têm essa possibilidade – 74% daqueles que trabalham fora do mercado formal usufruem de maior poder de escolha quanto a onde realizar as suas atividades.
O estudo mostra ainda que 58% das pessoas gostariam de reduzir o intervalo de almoço e em contrapartida sair mais cedo para, por exemplo, evitar a hora de ponta no trânsito, enquanto 63% concordariam em trabalhar mais horas por dia para tirarem folgas depois.
Na avaliação dos responsáveis pelo estudo, um importante avanço para as relações de trabalho seria dar segurança para que empresas e sindicatos negociassem rotinas de trabalho, como as especificadas no estudo, mesmo que haja normas contrárias em termos de legislação laboral, respeitando o legítimo interesse das partes.
O estudo também apontou que 53% dos trabalhadores gostariam de dividir as férias em mais de dois períodos. Em relação ao vale-transporte, 62% preferiam recebê-lo em dinheiro. Perguntados sobre se em períodos de crise aceitariam realizar acordos de redução da horas de trabalho e de salário com o empregador para manter o emprego, 43% responderam que sim.
Sylvia Lorena, gerente-executiva de relações do trabalho da CNI, afirmou: «É preciso fomentar a negociação entre empregados e empregadores, contribuindo assim para um ambiente de negócios favorável ao crescimento. A consequência da manutenção de normas antigas é o aumento de conflitos e a incapacidade de atender as novas formas e necessidades do trabalho e da produção, o que não atende aos interesses dos trabalhadores e das empresas.»
04.04.16

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